Rev Bras Oftalmol.2026;85:e0017

Novas fronteiras no tratamento da uveíte não infecciosa: bioativos naturais e sistemas de liberação ocular inovadores

Carolina Nunes da , Larissa Santos Covre , Thomas Toshio , Armando da Silva Cunha

DOI: 10.37039/1982.8551.20260017

RESUMO

A uveíte não infecciosa é uma importante causa de perda visual, sobretudo em adultos em idade produtiva. Trata-se de uma inflamação intraocular mediada por linfócitos T autorreativos, cujas formas graves podem exigir terapias além dos corticosteroides. Este artigo revisa avanços no tratamento da doença, destacando compostos naturais e sistemas inovadores de liberação de fármacos de administração ocular, especialmente aqueles baseados em nanotecnologia farmacêutica. Substâncias como licarina A, lupeol e melitina demonstraram propriedades anti-inflamatórias e antiangiogênicas promissoras em modelos experimentais, com bons perfis de segurança. Também foram analisadas estratégias como a administração intravítrea de ácido micofenólico e talidomida, além do uso de nanopartículas poliméricas de tacrolimo e implantes biodegradáveis de poli(ácido lático-co-glicólico) contendo sirolimo. Esses sistemas prolongam a permanência dos fármacos no segmento posterior do olho, aumentam a biodisponibilidade e reduzem a toxicidade sistêmica. As inovações terapêuticas que combinam bioativos naturais com nanotecnologia oferecem alternativas promissoras diante das limitações dos tratamentos tradicionais, visando à maior eficácia, à segurança e à qualidade de vida para os pacientes. Esses avanços também evidenciam o papel crescente da pesquisa científica brasileira na oftalmologia global.

Novas fronteiras no tratamento da uveíte não infecciosa: bioativos naturais e sistemas de liberação ocular inovadores

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