Rev Bras Oftalmol.2026;85:e0038

Retinopatia da prematuridade em uma maternidade de referência do Nordeste Brasileiro: incidência, fatores associados e desfechos

Clara de Amorim de , Mila Almeida , Daniel Pessoa Ferreira , Erick Sampaio , Daniel Ribeiro , Adriana Araujo , Francisco Xavier de Aquino , Igor Carvalho , Antonio Levi Alves , Natália Ponte Nogueira

DOI: 10.37039/1982.8551.20260038

RESUMO

Objetivo:

Avaliar a incidência de retinopatia da prematuridade e de seus desfechos em uma maternidade de referência do nordeste brasileiro e identificar fatores associados.

Métodos:

Realizou-se estudo transversal e retrospectivo com dados secundários de recém-nascidos triados entre agosto de 2020 e novembro de 2022.

Resultados:

A análise estatística incluiu 166 lactentes. A incidência da doença foi de 40% (66 casos). O estágio 2 foi mais incidente (46 casos), seguido do estágio 1 (15 casos) e do estágio 3 (5 casos). Nenhum neonato foi diagnosticado com zona 1. A zona 2 foi mais incidente (61 casos), e casos na zona 3 (4 casos) foram raros. Entre os 42 lactentes avaliados para plus, poucos apresentaram pré-plus (12%) ou plus (7,1%). Entre aqueles com retinopatia, 17% (11 casos) necessitaram de tratamento (fotocoagulação a laser). Peso ao nascer, idade gestacional ao nascer, índice de Apgar do 1º minuto, reanimação na sala de parto, uso de surfactante, uso de ventilação convencional, uso de pressão positiva contínua nasal nas vias aéreas e apneia associaram-se estatisticamente (p ≤ 0,05) ao diagnóstico da doença e aos seus desfechos.

Conclusão:

O perfil epidemiológico encontrado foi compatível com resultados reportados em vários outros países.

Retinopatia da prematuridade em uma maternidade de referência do Nordeste Brasileiro: incidência, fatores associados e desfechos

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