Rev Bras Oftalmol.2018;77(6):320-323

Contaminação microbiana em colírios de pacientes em tratamento de glaucoma

Lucas Vianna , Charles Maroly Lessa , Mariella Saponara , Bárbara Miorim , Ana Amélia Abib Nogueira , Yara Baldin , Jullyana Pitaluga de Souza Castro , João J. Nassaralla

DOI: 10.5935/0034-7280.20180069

Objetivos: Avaliar o grau de contaminação por fungos e bactérias e o modo de conservação destes colírios hipotensores por parte dos pacientes no ambulatório de Glaucoma da Santa Casa de Ribeirão Preto. Métodos: Foram selecionados aleatoriamente cinquenta e cinco pacientes, em seguimento no ambulatório, e após consentimento dos mesmos os colírios eram coletados e enviados via correio para análise por microbiologista e patologista em até 72 horas. Foi analisado 0,5ml aproximadamente das medicações e os pacientes respondiam a um questionário simples sobre o método de conservação e se consideravam estes adequados. Resultados: Dos 55 colírios analisados, cinco (9,01%) estavam com seu conteúdo líquido contaminado. Entre os microrganismos isolados haviam 4 bactérias Gram negativas, sendo 1 (1,8%) por Serratia marcescens, 1 (1,8%) Pseudomonas aeruginosa e 2 (3,6%) Stenotrophomas maltophilia. Um colírio estava contaminado pelo fungo Cândida ssp Todos pacientes do estudo julgam seus métodos de armazenamento e instilação adequados. Os pacientes que tiveram os colírios positivados eram convocados para exame clínico e passavam por novo questionário pelo investigador. Conclusão: O tempo de abertura dos frascos e os métodos de conservação influenciam na contaminação dos medicamentos, todos os colírios com crescimento de microrganismos no presente estudo estavam abertos entre 30 e 90 dias. O fato de que a maioria dos pacientes levam seus colírios em tarefas cotidianas, aumenta a exposição dos frascos e podem ser um fator relevante para determinar a contaminação destas medicações.

Contaminação microbiana em colírios de pacientes em tratamento de glaucoma

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