Rev Bras Oftalmol.2025;84:e0027

Midríase farmacológica em pacientes diabéticos do tipo 2. estudo comparativo entre diferentes níveis de retinopatia diabética

Felipe Bekman , Nadyr Antonia , Luziane Herzog de Azeredo , Adroaldo de Alencar Costa , Marcio Penha Morterá , Maria Luiza Gois da , Raphael , Rubens Antunes da Cruz , Eduardo de França

DOI: 10.37039/1982.8551.20250027

RESUMO

Objetivo:

Analisar a neuropatia autonômica diabética por meio da comparação entre a midríase farmacológica em pacientes não diabéticos e em pacientes diabéticos do tipo 2.

Métodos:

Este é um estudo observacional, transversal, caso-controle. Os pacientes foram dilatados com colírios de fenilefrina a 10% e tropicamida a 1%. Eles foram divididos em pacientes sem diabetes mellitus (Controle ou Grupo Zero) e pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (grupo caso). Esses pacientes diabéticos foram alocados em seis grupos de acordo com a classificação internacional do estudo de retinopatia diabética (sem retinopatia diabética ou Grupo 1; retinopatia diabética não proliferativa leve ou Grupo 2; retinopatia diabética não proliferativa moderada ou Grupo 3; retinopatia diabética não proliferativa grave ou Grupo 4; retinopatia diabética proliferativa sem fotocoagulação a laser retiniano ou Grupo 5; e retinopatia diabética proliferativa com fotocoagulação a laser panretiniana ou Grupo 6). Cada grupo incluiu 20 pacientes. A variável principal foi o diâmetro pupilar após dilatação farmacológica, e as variáveis secundárias foram sexo, idade e estágios de retinopatia diabética. O diâmetro pupilar vertical e horizontal foram medidos. O teste de análise de variância F, o teste t de Student e o teste do qui-quadrado foram utilizados para a análise estatística. A significância estatística foi definida como 0,05.

Resultados:

Este estudo incluiu 140 pacientes (280 olhos). A maioria dos olhos tinha pupila arredondada (240 de 280). A análise estatística identificou o menor diâmetro médio e desvio-padrão pupilar em olhos com RDNP (Retinopatia Diabética Proliferativa) grave (6,4 ± 0,53 mm, vertical, e 6,0 ± 0,84 mm, horizontal). Os olhos com RDNP grave (p=0,00) e RDP (Retinopatia Diabética Proliferativa) tratada com PFC (Pan Fotocoagulação a Laser) (p=0,02) demonstraram significância estatística. Quando o grupo não diabético foi comparado com o diabético, os pacientes não diabéticos apresentaram diâmetro pupilar maior (média e desvio-padrão de 1,0 ± 0,2 mm) após midríase farmacológica, principalmente em pacientes com RNPG grave.

Conclusão:

A neuropatia autonômica diabética pode influenciar a dilatação farmacológica pupilar em estágios avançados de retinopatia diabética, principalmente em olhos com retinopatia diabética não proliferativa grave.

Midríase farmacológica em pacientes diabéticos do tipo 2. estudo comparativo entre diferentes níveis de retinopatia diabética

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