Rev Bras Oftalmol.2025;84:e0026
A arte e a visão: o impacto das doenças oculares e a importância da relação médico-paciente
DOI: 10.37039/1982.8551.20250026
RESUMO
Este estudo teve como objetivo explorar a relação entre médicos e artistas renomados com doenças oculares crônicas, enfatizando em como essas condições afetaram sua percepção visual e expressão artística. Foi realizada uma revisão narrativa de 24 artigos e livros, dos quais 15 foram selecionados como particularmente relevantes, analisando as adaptações feitas por artistas como Claude Monet, Vincent van Gogh, Edgar Degas e Leonardo da Vinci em resposta às suas deficiências visuais. O estudo constatou que a catarata de Monet o levou a usar cores e contrastes mais vivos, enquanto os problemas de visão de van Gogh influenciaram seu uso dinâmico de cores e pinceladas. Degas, acometido por degeneração macular, recorreu aos pastéis e à escultura, e da Vinci, afetado pela presbiopia, desenvolveu novas técnicas de sombreamento e direcionou seu foco para a engenharia e a arquitetura. O estudo destaca a importância das interações empáticas entre médico e paciente no manejo de condições crônicas, especialmente para profissionais dependentes da visão. Recomenda-se a realização de mais pesquisas para integrar esses insights na prática clínica e na conservação de arte.
Palavras-chave: Arte; Doença crônica; Doenças orbitárias; Percepção visual; Relações médico-paciente

