Rev Bras Oftalmol.2021;80(2):89-90

A importância da Bioestatística na formação de um profissional de Saúde

Alfredo

DOI: 10.5935/0034-7280.20210016

O ano de 2020 trouxe, um protagonismo inesperado para uma personagem com uma imagem bastante controversa entre os profissionais da área da Saúde: a Bioestatística. Mesmo nas mídias não especializadas vimos um destaque incomum para “gráficos”, “tabelas” e “incidências”. Evoluímos para uma discussões em torno de “Rt”, “taxas de mortalidade e letalidade”, “médias móveis”, “percentuais de aumento e redução”. Agora nos tornamos íntimos de “testes fase 3” e “taxa de eficácia”. Gestores começam a discutir sobre “modelos”, “projeções” e “estimativas” como subsídio para o planejamento e ações relativas a políticas públicas.()

Entretanto, principalmente entre os alunos de graduação, a disciplina Bioestatística está sempre associada a uma pergunta: “porque é preciso estudar isso?” Esta pergunta é, em geral, seguida de uma afirmação: “nós, da área de saúde, temos pouca afinidade com números!” A estrutura dos currículos dos cursos de graduação na área da Saúde é composta por uma ou duas disciplinas de Bioestatística, em geral ministradas nos períodos iniciais. Com o desenvolvimento do curso este pensamento tende a mudar, pois o aluno terá de lidar com trabalhos acadêmicos e atividades em ligas, monitorias e programas de iniciação científica. Uma vez graduados, os profissionais passam a sentir o peso das deficiências na formação em estatística, seja como pesquisadores ou simplesmente ao ler um artigo científico.()

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A importância da Bioestatística na formação de um profissional de Saúde

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