Rev Bras Oftalmol.2007;66(6):376-382
Considerações sobre eficiência administrativa relacionado aos exames de ultra-sonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética nas afecções orbitárias
DOI: 10.1590/S0034-72802007000600003
OBJETIVOS: Enfocar os exames de ultra-sonografia (US), tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM), levantando, revisando e discutindo as seguintes medidas na melhoria da eficiência destes procedimentos na órbita: 1- Defasagem dos honorários médicos; 2- Vantagens e desvantagens dos exames; 3- Diretrizes clínicas. MÉTODOS: No período de julho de 2002 a março de 2003, realizou-se um levantamento dos valores dos exames orbitários de US, TC e RM pagos pelo Sistema Único de Saúde – SUS, operadoras de planos e seguros de saúde e particulares cobrados em três clínicas oftalmológicas e três clínicas radiológicas referenciadas. Pesquisa bibliográfica e revisão na literatura dos referidos exames e suas diretrizes clínicas nas afecções orbitárias. RESULTADOS: 1- Valores dos exames em reais (R$): US: 9,05 – SUS / 81,77 – AMB 90 / 57,01 – AMB/CIEFAS 93 / 102,00 – AMB/LPM 99 / 158,33 – particular. TC: 86,76 – SUS / 193,70 – AMB 90 / 196,30 – AMB/CIEFAS 93 / 204,12 – AMB/LPM 99 / 255,33 – particular. RM: 268,75 – SUS / 475,80 – AMB 90 e AMB/CIEFAS 93 / 472,50 – AMB/LPM 99 / 563,33 – particular; 2- Vantagens e desvantagens dos exames descritos de acordo com a revisão da literatura; 3- As doenças da órbita não têm ainda listadas suas diretrizes. CONCLUSÃO: Estes exames são os mais utilizados e consagrados pela sua eficácia no estudo da órbita. Para uma maior eficiência, devemos considerar as seguintes recomendações administrativas: 1- Modernização e atualização das tabelas de honorários com índices mínimos e mais justos na remuneração dos exames com reembolso dos insumos utilizados como filmes radiológicos e contrastes: 2- Promover e estimular a educação médica continuada, evitando o excesso de exames desnecessários ou inapropriados: 3- Elaboração e implementação de diretrizes e protocolos clínicos baseados em evidências nas principais doenças orbitárias que possam ser utilizados como referência.
