Rev Bras Oftalmol.2025;84:e0010
Estudo de implantação de colírio de soro autólogo no mercado
DOI: 10.37039/1982.8551.2025.0010
RESUMO
Objetivo:
Realizar um estudo de logística de implantação de negócio e viabilização da terapia com colírio de soro autólogo.
Métodos:
Foram identificados 177 serviços/clínicas/consultórios de oftalmologia na região de Botucatu (SP). Cinco médicos, que aceitaram participar da pesquisa, selecionaram e acompanharam pacientes com indicação para uso do colírio de soro autólogo, seguindo as exigências da análise sorológica para doenças transmissíveis pelo sangue. Os lotes foram personalizados para cada paciente e, na maioria, foram emitidos a cada 3 meses.
Resultados:
Metade dos oftalmologistas contactados relatou que atendeu mais de dez pacientes com síndrome do olho seco por semana, e a maioria (37,8%) indicaria colírio de soro autólogo para 75% dos casos moderados a graves se a terapia fosse facilmente disponibilizada; 80% relataram melhora clínica do paciente e todos responderam que continuariam recomendando a terapia. Em relação às respostas dos pacientes, 80% consideraram o colírio excelente e 20%, bom. Todos relataram melhora sintomática, e nenhum referiu dificuldade no uso.
Conclusão:
O colírio de soro autólogo apresenta-se como alternativa terapêutica interessante para a síndrome do olho seco. O caminho para o colírio chegar até o consumo envolve coleta de sangue, transporte das amostras ao laboratório para processamento do produto, transporte do colírio de soro autólogo até o paciente, capacitação dos transportadores, armazenamento em baixas temperaturas e custo envolvido nessa operação. As perspectivas do tratamento com colírio de soro autólogo envolvem melhorar a rede de logística e, consequentemente, o custo-benefício, tornando a terapia acessível para um número maior de pacientes.
Palavras-chave: Cloreto de sódio; Oftalmologistas; Síndrome do olho seco; Soluções oftálmicas; Soro; Temperatura

