Rev Bras Oftalmol.2025;84:e0031
Diferentes preferências terapêuticas para pterígios recorrentes. Questionário sobre pterígios recorrentes
DOI: 10.37039/1982.8551.20250031
RESUMO
Objetivo:
Avaliar as técnicas e os tratamentos adjuvantes preferidos por oftalmologistas para pterígio recidivante.
Métodos:
Estudo observacional em que um questionário foi aplicado a oftalmologistas que realizavam regularmente cirurgias para pterígio recidivante.
Resultados:
A maioria dos cirurgiões não utilizou terapia antiangiogênica, mas preferiu corticosteroides pós-operatórios por 1 mês. Lentes de simbléfaro foram usadas apenas quando disponíveis. Os cirurgiões removeram a cabeça do pterígio, incluindo a conjuntiva e a cápsula de Tenon, sem invadir a carúncula ou a base, preferindo remover primeiramente o corpo, seguido da cabeça, com ressecção intermediária da cápsula de Tenon. Nos casos em que um enxerto conjuntival autólogo não era possível, optou-se pelo fechamento simples. Cola de fibrina comercial foi amplamente utilizada, sem terapias adjuvantes específicas no pós-operatório. Cirurgiões com mais de 10 anos de experiência preferiram remover primeiro o corpo e a cabeça, utilizando mais mitomicina no pós-operatório e favorecendo qualquer enxerto disponível, enquanto os menos experientes preferiram a delaminação e o uso de mais suturas. Houve maior concordância entre as técnicas escolhidas por cirurgiões experientes e aquelas relatadas como mais eficazes na literatura.
Conclusão:
A experiência cirúrgica é crucial para determinar a abordagem para pterígio recidivante, particularmente o número de cirurgias necessárias. Técnicas preferidas incluíram cola de fibrina, ressecção intermediária da cápsula de Tenon, mitomicina C e corticosteroides pós-operatórios.
