Vivemos um momento de inflexão na medicina contemporânea, uma era em que a Inteligência Artificial (IA) promete redefinir os contornos do diagnóstico, da conduta e da própria relação médico-paciente. Porém, como advertia Freud, todo progresso técnico vem acompanhado de perdas simbólicas e novos desconfortos.() Nietzsche, por sua vez, alertava-nos contra os perigos da automatização do pensamento, da ilusão de um saber infalível que desconsidera a experiência humana.() A oftalmologia, especialidade profundamente visual, encontra-se no centro desse debate. A aplicação da […]